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quinta-feira, 10 de março de 2016

Partilha de um Catequista - Jornada Diocesana de Adolescentes

Foi com muita Fé e muita alegra, que no dia 5 de Março, recebemos na nossa vigararia as Jornadas de 2016.
Mais de 500 adolescentes inscritos, mais de 100 catequistas envolvidos e tudo com um propósito, crescer na fé e no amor a Cristo.
O ponto de encontro foi a Igreja de Almada, e as paróquias à chegada faziam as suas inscrições e recebiam as indicações. Os PTs dos percursos do Peddypaper também receberam o seu material.
Feita a Inscrição, um momento de Adoração ao Santíssimo, momento intenso, onde os adolescentes se portaram como adultos, onde o silêncio e a contemplação invadiram a Igreja e interiormente, começámos a nossa preparação para passar a Porta Jubilar do Cristo Rei.
Depois de feitas as apresentações, as equipas saíram para os seus percursos, cinco no total, Percurso 1 - Cacilhas Velha (Paróquia de Cacilhas), Percurso 2 - Mira Rio (Paróquia do Feijó), Percurso 3 – Almada Velha (Paróquia de Almada), Percurso 4 – Almada Nova (Paróquia da Cova da Piedade) e Percurso 5 – Pragal Velho (Paróquia do Pragal).
Todos os percursos terminavam no mesmo sítio, o Seminário Maior de S. Paulo e aqui, à medida que as equipas chegavam, retemperavam as forças com o almoço merecido.
Pilhas carregadas, estava na altura da procissão em direção ao Cristo Rei. A caminhada foi feita em oração, sempre debaixo do olhar deste Cristo que abraça Lisboa, mas que guarda Almada debaixo do braço bem junto ao Coração.
A procissão terminava com a passagem na Porta Jubilar. Antes da passagem, o Padre Rui explicou as Indulgências Plenárias, o que eram e para que serviam. Foi debaixo de todo este clima de oração e de introspecção, que fomos passando pela porta. E que momento foi!!!
Para os catequistas que estavam dentro da capela, foi de arrepiar. Todos passaram. Só se ouvia a oração e todos fizeram a genuflexão em frente ao Sacrário, saindo depois por outra porta.
Estava na hora de nos dirigirmos para a tenda, onde iríamos terminar o dia na presença do nosso Bispo que iria presidir à Eucaristia. A tenda ficou cheia e á hora marcada, iniciou-se a Eucaristia. O que deve ter sentido o D. José, quando viu o mar de adolescentes e catequistas que o esperavam, como deve ter ficado feliz, que bela homilia!
Terminada a Eucaristia, foi anunciado que as próximas jornadas serão... no Barreiro.
No fim fica a sensação de que foi um grande dia, onde de facto todos crescemos na Fé, no amor a Cristo, na vontade em nos entregarmos cada vez mais a Ele, mas acima de tudo em Diocese.
O Padre Rui Gouveia, responsável pelo Secretariado Diocesano da Catequese está de parabéns e como lhe transmiti logo no final "este dia pode ter tido muito trabalho dos catequistas, mas a organização, a coordenação e encaminhamento é todo seu e havendo um bom Cérebro... tudo é mais fácil".
A Vigararia e os seus catequistas também estão de parabéns, pois se o padre Rui foi o Cérebro, nós fomos os executantes.
 
Pedro Mateus


 

Partilha de uma catequista: "Smart Door – Posso entrar?"

Acho que Jesus bateu à minha porta a convidar-me para estas Jornadas. Foi a primeira vez que participei. Quis saber de tudo, estava ansiosa, com receio do desconhecido, fora da minha zona de conforto, do grupo de catequese que acompanho há já alguns anos, dos adolescentes que conheço. “Desinstalar-se” era o pedido. E lá fui eu!

Na minha “mania das grandezas” e falta de humildade, queria dizer muita coisa, tocar a todos, agradar a todos…no fundo, que tudo fosse e resultasse da forma que eu queria. Queria muito que aqueles jovens estivessem todos sempre muito alegres e entusiasmados. Contudo, este é o público mais difícil de todos! Pouco lhes agrada, há sempre muito com que se queixar, ora porque estão cansados, ora porque estão aborrecidos, ora porque não lhes agrada dar muita confiança, ora porque os smartphones são mais interessantes. Ufa, tarefa difícil captar-lhes a atenção! Mas tarefa mais difícil era contentar-me com pequenos sinais de alegria que depois fui reconhecendo. Desde um pequeno entusiasmo para ler uma pista, ao convívio entre eles. De facto, o convívio foi para mim o ponto mais forte do dia.

Em relação aos adolescentes da minha comunidade, com quem depois tive oportunidade de falar, via-se o seu entusiasmo também pelo convívio. Em relação ao peddy paper, também foram relatando uma ou outra atividade (mímica, por exemplo) e peripécias que iam acontecendo durante os respetivos percursos. Contudo, não se manifestaram muito em relação a isso. Penso que havia percursos com mais atividades do que outros (acho que no que me calhou faltou um pouco dessa parte mais interativa). Também para eles o convívio pareceu-me ser o ponto mais interessante. E que alegria é vê-los tão felizes e a conviverem com outros adolescentes que estão ali pelo mesmo!

Querendo sempre mais, acho que podia ter feito melhor, acompanhado melhor. Mas isso entrego tudo ao Senhor, que ele apague o que foi mau e que sele nos corações daqueles jovens tudo o que os aproxime d’Ele!

Para terminar, quero dar os parabéns e força à organização, sobretudo pela coragem de dar (tão bem) conta de tanta gente!


Raquel

 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Jubileu dos Catequistas - Um testemunho



Fotografias de Bruno Moreira

Um grande obrigado a todos aqueles que permitiram que tivéssemos um dia tão agradável quanto este!

Vi cuidado, dedicação, criatividade, entrega. Vi partilha, generosidade, até mesmo emoção, mas sobretudo alegria!

Alegria estampada nos rostos de todos nós e que não enganou quem nos viu passar pelas ruas. Dizia um homem para o seu colega: “Olha, ainda bem que há gente feliz no nosso país!” Esta afirmação prova que “caras de enterro” não levávamos com certeza!

Guardo no meu coração vários momentos: os exemplos de vida de Santa Rafaela Maria, Teresa de Calcutá ou até mesmo da Irmã Kelly que aproveitou cada canção para fazer o anuncio deste amor, a fidelidade e perseverança das catequistas que fizeram 25 e 50 anos de missão nas paroquias. Isto tudo veio avivar a minha sede de querer testemunhar com a vida este amor de Deus tornado presente neste cuidado ao próximo.

Felizes todos nós que voltámos para casa com cara de ressuscitados!

Anabela Azul