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terça-feira, 17 de maio de 2016

Despertar da Fé - O DESEJO HUMANO E O DESEJO DE DEUS




No passado dia 9 de março de 2016, no âmbito formativo do projeto diocesano do Despertar da Fé, perante mais de meia centena de educadores de infância e auxiliares educativos, o Pe. Carlos Silva, Diretor do Secretariado Diocesano das Missões e Pároco da Quinta do Anjo, desenvolveu o tema do “Sentido Religioso”. Numa segunda parte da sessão, os profissionais presentes tiveram oportunidade em desenvolver em pequenos grupos uma atividade de Despertar nas instalações do Centro Paroquial de Vale Figueira.

Na conferência, o Pe. Carlos Silva explicou-nos que o tema do Sentido Religioso está intimamente ligado, primeiro, ao sentido último da vida e, segundo, ao desejo de felicidade (que se manifesta no desejo do amor verdadeiro e da justiça), sendo que o segundo é crucial para responder ao primeiro. O Sentido Religioso expressa-se tanto nas perguntas teóricas, ligadas ao sentido último da vida, quanto nas exigências ‘práticas’, ligadas ao desejo de felicidade, de justiça, bondade. O desejo na experiência vital do amor humano mostra-nos que há necessidade de sair de si mesmo em direção ao outro e que na medida em que nos damos, recebemos. Esta acaba por se revelar, na verdade, como lei do coração humano.

O presbítero continuou dizendo que o fenómeno do desejo no homem é bom em si mesmo, todavia, porque nem todo o desejo conduz ao caminho do bem, carece de purificação. Assim, no êxodo de si mesmo em direção ao outro, há a exigência de uma renúncia em prol da promoção do outro. É certo que quando não há um amor autêntico não há recompensa e a renúncia torna-se praticamente impossível, contudo, é pela renúncia que surge a tão necessária purificação do desejo. Neste sentido, entende-se a família como a grande escola da purificação do desejo, onde somos educados para a abnegação de nós mesmos, condição necessária para a permanência no amor.

O Pe. Carlos constatou que, se é verdade que a experiência genuína do amor faz-nos entender que quanto mais nos damos ao outro mais recebemos, também é real dizer que o outro nunca satisfaz plenamente o nosso desejo por mais que possamos dar ou receber. Quanto mais crescemos neste amor autêntico constatamos que o desejo íntimo não é saciado e que nada nem ninguém o satisfaz. Precisamos na verdade do infinito para contentar o nosso coração. Assim se entende que todas as experiências humanas abrem-nos em última instância para esta verdade: só Deus, que é infinito, pode nos saciar ou realizar plenamente. Ele é o bem maior de toda a vida e tudo o que há na vida pode nos abrir à sua presença.

O desejo humano desempenha assim um papel fundamental no desejo de Deus. O processo não é simples pois no contexto cultural presente é-nos dito o que desejar. Perante esta manipulação mais ou menos velada do desejo humano, o Pe. Carlos em alusão ao ensino do papa Bento XVI referiu que torna-se importante educar cada criança para as coisas simples, belas e boas da vida, aquelas que são mais básicas à experiência humana: o amor humano, a amizade, a natureza, a sabedoria, a estética, etc. Se o coração do homem não é educado para ver e saborear as coisas boas da vida ele terá grande tendência a fechar-se. É igualmente repto educar as crianças a acolherem as dificuldades e sofrimentos da vida com sabedoria e paciência, dando-lhes um sentido, sem as desclassificar ou ignorar.
Em jeito de conclusão dizia o padre que “toda a nossa vida é marcada pela realidade do desejo e é este desejo que nos pode levar até Deus”. No cristianismo em concreto a relação entre Deus-homem que é promovida pelo desejo humano “não é uma regra, mas uma relação de um coração com outro Coração, uma relação amorosa”. Por isso o despertar religioso não se reduz a uma atividade ocasional ou cíclica. É uma atitude de fundo que deve entranhar todo o processo educativo com uma reta pedagogia do desejo capaz de abrir a criança em cada circunstância da sua vida a um plus, ao sentido último, ao infinito, a Deus.

A próxima dessão do Despertar será no dia 4 de maio, no mesmo local à mesma hora com o tema d"A Oração".


quinta-feira, 10 de março de 2016

Partilha de um Catequista - Jornada Diocesana de Adolescentes

Foi com muita Fé e muita alegra, que no dia 5 de Março, recebemos na nossa vigararia as Jornadas de 2016.
Mais de 500 adolescentes inscritos, mais de 100 catequistas envolvidos e tudo com um propósito, crescer na fé e no amor a Cristo.
O ponto de encontro foi a Igreja de Almada, e as paróquias à chegada faziam as suas inscrições e recebiam as indicações. Os PTs dos percursos do Peddypaper também receberam o seu material.
Feita a Inscrição, um momento de Adoração ao Santíssimo, momento intenso, onde os adolescentes se portaram como adultos, onde o silêncio e a contemplação invadiram a Igreja e interiormente, começámos a nossa preparação para passar a Porta Jubilar do Cristo Rei.
Depois de feitas as apresentações, as equipas saíram para os seus percursos, cinco no total, Percurso 1 - Cacilhas Velha (Paróquia de Cacilhas), Percurso 2 - Mira Rio (Paróquia do Feijó), Percurso 3 – Almada Velha (Paróquia de Almada), Percurso 4 – Almada Nova (Paróquia da Cova da Piedade) e Percurso 5 – Pragal Velho (Paróquia do Pragal).
Todos os percursos terminavam no mesmo sítio, o Seminário Maior de S. Paulo e aqui, à medida que as equipas chegavam, retemperavam as forças com o almoço merecido.
Pilhas carregadas, estava na altura da procissão em direção ao Cristo Rei. A caminhada foi feita em oração, sempre debaixo do olhar deste Cristo que abraça Lisboa, mas que guarda Almada debaixo do braço bem junto ao Coração.
A procissão terminava com a passagem na Porta Jubilar. Antes da passagem, o Padre Rui explicou as Indulgências Plenárias, o que eram e para que serviam. Foi debaixo de todo este clima de oração e de introspecção, que fomos passando pela porta. E que momento foi!!!
Para os catequistas que estavam dentro da capela, foi de arrepiar. Todos passaram. Só se ouvia a oração e todos fizeram a genuflexão em frente ao Sacrário, saindo depois por outra porta.
Estava na hora de nos dirigirmos para a tenda, onde iríamos terminar o dia na presença do nosso Bispo que iria presidir à Eucaristia. A tenda ficou cheia e á hora marcada, iniciou-se a Eucaristia. O que deve ter sentido o D. José, quando viu o mar de adolescentes e catequistas que o esperavam, como deve ter ficado feliz, que bela homilia!
Terminada a Eucaristia, foi anunciado que as próximas jornadas serão... no Barreiro.
No fim fica a sensação de que foi um grande dia, onde de facto todos crescemos na Fé, no amor a Cristo, na vontade em nos entregarmos cada vez mais a Ele, mas acima de tudo em Diocese.
O Padre Rui Gouveia, responsável pelo Secretariado Diocesano da Catequese está de parabéns e como lhe transmiti logo no final "este dia pode ter tido muito trabalho dos catequistas, mas a organização, a coordenação e encaminhamento é todo seu e havendo um bom Cérebro... tudo é mais fácil".
A Vigararia e os seus catequistas também estão de parabéns, pois se o padre Rui foi o Cérebro, nós fomos os executantes.
 
Pedro Mateus


 

Partilha de uma catequista: "Smart Door – Posso entrar?"

Acho que Jesus bateu à minha porta a convidar-me para estas Jornadas. Foi a primeira vez que participei. Quis saber de tudo, estava ansiosa, com receio do desconhecido, fora da minha zona de conforto, do grupo de catequese que acompanho há já alguns anos, dos adolescentes que conheço. “Desinstalar-se” era o pedido. E lá fui eu!

Na minha “mania das grandezas” e falta de humildade, queria dizer muita coisa, tocar a todos, agradar a todos…no fundo, que tudo fosse e resultasse da forma que eu queria. Queria muito que aqueles jovens estivessem todos sempre muito alegres e entusiasmados. Contudo, este é o público mais difícil de todos! Pouco lhes agrada, há sempre muito com que se queixar, ora porque estão cansados, ora porque estão aborrecidos, ora porque não lhes agrada dar muita confiança, ora porque os smartphones são mais interessantes. Ufa, tarefa difícil captar-lhes a atenção! Mas tarefa mais difícil era contentar-me com pequenos sinais de alegria que depois fui reconhecendo. Desde um pequeno entusiasmo para ler uma pista, ao convívio entre eles. De facto, o convívio foi para mim o ponto mais forte do dia.

Em relação aos adolescentes da minha comunidade, com quem depois tive oportunidade de falar, via-se o seu entusiasmo também pelo convívio. Em relação ao peddy paper, também foram relatando uma ou outra atividade (mímica, por exemplo) e peripécias que iam acontecendo durante os respetivos percursos. Contudo, não se manifestaram muito em relação a isso. Penso que havia percursos com mais atividades do que outros (acho que no que me calhou faltou um pouco dessa parte mais interativa). Também para eles o convívio pareceu-me ser o ponto mais interessante. E que alegria é vê-los tão felizes e a conviverem com outros adolescentes que estão ali pelo mesmo!

Querendo sempre mais, acho que podia ter feito melhor, acompanhado melhor. Mas isso entrego tudo ao Senhor, que ele apague o que foi mau e que sele nos corações daqueles jovens tudo o que os aproxime d’Ele!

Para terminar, quero dar os parabéns e força à organização, sobretudo pela coragem de dar (tão bem) conta de tanta gente!


Raquel

 

domingo, 6 de março de 2016

SmartDoor: entramos pela Porta que é Jesus





«Iremos com alegria para a casa do Senhor», assim ficará na minha memória esta Jornada de Adolescentes. A busca da «SmarDoor», da Porta Santa, pôs-nos a caminho até à casa jubilar de Jesus, o Rei da cidade de Almada. Bendito seja Deus!

O dia não foi perfeito. No meio de tantos trabalhos de preparação, tínhamos “encomendado” ao nosso Rei muitas coisas mas, pelos vistos, Ele tinha outros planos – melhores do que os meus, certamente… tem sido assim ao longo de toda a minha vida. Tínhamos pensado com Ele em estar sol e Ele acrescentou ao estado do tempo chuva e vento. Tínhamos pensado em 400 jovens e Ele acrescentou mais de 100. Tínhamos pensado em fazer algumas das atividades de uma determinada maneira, Ele baralhou-a. Pessoalmente, posso ter a tentação de ficar insatisfeito, irritado ou desanimado porque não consigo controlar tudo. Contudo, ontem o Senhor ensinava-me que a misericórdia do Rei é para os imprevistos da vida. A misericórdia acontece quando deixamos que Ele tome a dianteira das coisas.

Em peregrinação, do Seminário até ao Santuário, e já dentro da capela, ao ver todos aqueles jovens a passar pela Porta Santa, a ajoelhar-se diante do Sacrário, Ele dava-me a certeza interior de que perante as insatisfações humanas a sua graça basta. Ele só pede uma coisa: que nos rendamos, nos abandonemos à Sua vontade. É o passo crucial da fé que exige um êxodo de nós mesmos. Ontem (ou hoje e sempre) quem o deu (o dá ou dará) experimentou (experimenta ou experimentará) a verdadeira misericórdia. É o gesto de inclinação do Coração de Jesus sobre o nosso, que provoca uma libertação, uma iluminação interior que ilumina o exterior.

Ontem o Senhor dava-me também a certeza interior de que a Sua misericórdia já tinha acontecido e estava a acontecer através da SmartDoor. Não sei como, nem em quem – espero que em todos!

Bem, para ser rigoroso, até sei de algumas situações na vida de uma pessoa… na minha! Todo este caminho de preparação da Jornada só pode ser expressão disso: as facilidades que a Câmara de Almada nos deu no acesso a várias estruturas; a abertura da Capela da Santa Casa da Misericórdia de Almada; a assistência da PSP ao longo de todo o dia; as estruturas que pudemos utilizar, tanto a Igreja de Almada, como o próprio Santuário do Cristo Rei; os catequistas que trouxeram os jovens à Jornada; a tão animada participação da nossa Pastoral Juvenil; as cinco paróquias da Vigararia de Almada nas pessoas dos seus párocos, dos coordenadores de catequese e dos catequistas que deram um bonito testemunho de comunhão infatigável na oração e no serviço; a tão alegre presença do nosso Bispo; e, por fim, a participação de cada um dos mais de 500 jovens vindos de todas as partes da Diocese (inclusive da Comporta!) e os seus sorrisos no final do dia.

 Julgo que já é muito para um dia só :) mas este muito é a Misericórdia de Deus!

A generosidade e providência de Jesus, Cristo Rei, são excêntricas… e assim é o caminho do povo jovem de Setúbal que vai em direção a casa do Senhor! Assim é a Sua misericórdia! Assim é passagem pela Porta Santa, Jesus. Bendito seja Deus porque caminho convosco!


Pe. Rui Gouveia

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Jornada de Adolescentes 2016

O tema deste ano é "SmartDoor - MiseriCórdia".  

Passamos por muitas portas na vida, mas a Porta Santa é aquela que lhe dá mais sentido, porque é sinal da vida que Jesus nos dá, a vida plena. É a SmartDoor. "Smart" de "Sabedoria" e "Door" de "Passagem".
O convite é entrar com sabedoria Nele neste Ano Jubilar da Misericórdia percorrendo diversas outras "portas" que são as Obras da Misericórdia. São portas que são expressão da "Passagem", da Páscoa; de quem já passou e passa pela pela Porta Santa da reconciliação; de quem se reconhece mísero e suplica para si a Misericórdia do Senhor e de quem a recebendo na pobreza do seu coração a multiplica pela vida dos outros. 

 

PROGRAMA
9h00      - Acolhimento / check-in
9h30      - Oração da Manhã
             - Constituição das equipas
             - Peddy paper
13h00    - Almoço
14h30    - Peregrinação até ao Santuário de Cristo Rei
             - Passagem da Porta Santa
             - Eucaristia
17h30/18h     - Encerramento

PRAZO INSCRIÇÃO: até dia 1 de Março 2016 >>
secretariadocatequese@diocese-setubal.pt >> obrigatório NOME e DATA de NASCIMENTO!
Contributo por adolescente: 3,5 euros (inclui seguro)

LOCAL

Início - Igreja de Almada (Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Av. D. João I, 2800-110)
Conclusão - Santuário de Cristo Rei

MAIS INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
 
-O Secretariado não assegura as inscrições com falta de dados (nome e data de nascimento) ou feitas fora de prazo. Devem ser feitas através do email secretariadocatequese@diocese-setubal.pt. As inscrições serão consideradas válidas mediante a confirmação do Secretariado.
-No dia, cada adolescente deve trazer obrigatoriamente a autorização do encarregado de educação assinada (descarregar ficheiro .pdf) e deve entregá-la no ato de check-in.
-Os grupos que vêm de autocarro devem parar na Praça S. João Baptista e ir a pé até à Igreja (demora 3 min). Haverá pessoas com t-shirts laranja a indicar o caminho.
Os carros ligeiros devem estacionar nas imediações (paga-se) ou, em alternativa, podem deixar no Santuário de Cristo Rei (gratuito).
-Uma vez que haverá uma atividade de peddy paper, aconselha-se a que os adolescentes tragam calçado apropriado e a comida/bebida de fácil transporte.
-Ainda que falte mais de 10 dias para o evento, as previsões indicam bom tempo. Aconselha-se a que tragam chapéu e protetor solar.
-O almoço será feito por equipa e não por paróquia e está previsto ser na quinta do Seminário de Almada.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Caminho de Misericórdia - Retiro de Quaresma

Inscrição obrigatória até ao dia 14 de Fevereiro (secretariadocatequese@diocese-setubal.pt). 
Terá um custo de 10 euros pelo almoço e utilização da casa.
O pregador será o Pe. Luís Matos Ferreira, Pároco das Paróquias de Azeitão e Assistente Regional do CNE.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ecos do Jubileu dos Catequistas


Foi com muita alegria que os catequistas da nossa Diocese se juntaram para o Jubileu dos Catequistas, no passado domingo dia 24 de janeiro. O Encontro teve início no Auditório da Anunciada, onde o responsável pelo Secretariado Diocesano da Catequese, o padre Rui Gouveia, deu as boas vindas a todos e seguidamente rezámos as Laudes.
Como estamos no ano da Misericórdia, cada vigararia foi convidada a apresentar um trabalho sobre uma Obra da Misericórdia Corporal e Espiritual. Como a nossa Diocese tem sete vigararias todas as obras estavam abrangidas. A nossa vigararia, a de Almada, ficou com a Obra da Misericórdia Corporal “Dar de comer a quem tem fome” e a Obra de Misericórdia Espiritual “dar bons Conselhos”, fizemos a apresentação de um pequeno filme onde mostrámos como pôr em prática estas obras.
No fim da apresentação das Obras de Misericórdia, fizemos uma pausa, o suficiente para se preparar a grande surpresa há muito anunciada, e a surpresa era um mini concerto da Irmã Kelly Patrícia, pode ver excertos deste concerto no Facebook da catequese, que bela voz, que contagiante, dêmos graças a Deus! Depois de um almoço para retemperar as forças, tivemos uma procissão até à Sé. A Procissão foi encabeçada pela Cruz das Jornadas da Juventude, que está de visita à nossa Diocese (esteve na nossa paróquia na sexta-feira dia 29). Como todo o Encontro Religioso, o encerramento foi com a Eucaristia presidida pelo nosso Bispo D. José Ornelas. Antes da Eucaristia, um momento muito Simbólico: D. José recebeu a procissão e os catequistas à porta da Sé e a todos convidou a passar pela Porta Santa da Misericórdia. Na Eucaristia destacamos as palavras do senhor Bispo na homilia, onde agradeceu a nossa missão, o nosso esforço e a nossa entrega e que os catequistas são quem espalham a semente. Louvado seja Deus por estas palavras! O Encontro terminou com a entrega dos diplomas a quem concluiu o Curso Geral de Catequistas e quem completou 25 ou 50 anos de catequista.
Catequese Paroquial da Cova da Piedade,
IN: boletim paroquial da Cova da Piedade "Voz da Verdade" (31-01-2016)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A Interioridade - Despertar da Fé de 27 de Janeiro 2016



A segunda sessão formativa diocesana do Despertar da Fé para educadores de infância e auxiliares ocorreu no passado dia 27 de janeiro, no salão da Paróquia de Vale Figueira.

Os cerca de 70 educadores refletiram sobre a interioridade das crianças com a ajuda do Pe. Carlos Rosmaninho, pároco da Paróquia do Divino Espírito Santo no Montijo e presidente de duas IPSS onde o despertar da fé já tem uma longa tradição.

Partindo do pressuposto de que a existência de Deus é antes de mais uma constatação natural, da ordem da razão, o Pe. Carlos constatou que a educação para a interioridade é um elemento fundamental no desenvolvimento de todas as faculdades de qualquer criança, inclusivamente as do âmbito religioso.

Partindo do texto de Miguel Ângelo Gomes, “A descoberta da vida interior”, o orador referiu que a educação para a interioridade – caminho longo e que exige perseverança – “parte sempre de um dado da ordem do conhecimento ou da estética ou da ética, ou até mesmo da lógica”, e tem a pretensão de querer provocar perguntas que levem a “encontrar respostas sobre o sentido das coisas e da vida”. Assim, interioridade e espiritualidade são duas realidades que se tocam, contudo, uma não implica necessariamente a outra, explicou. A vida espiritual exige vida interior, porém, a vida interior pode não gerar vida espiritual. As experiências da vida tocam a interioridade propriamente religiosa quando provocam o encontro com Deus. “Nos meninos, tal acontece, quando há uma experiencia que leva a um espanto ou surpresa” por causa da descoberta. Portanto, “uma atividade de despertar da fé não é cantar muitas músicas a Jesus”, mas é provocar esta interioridade que leva a um encontro.

O Pe. Carlos concluiu que “é a partir desta vida interior que uma educação integral gera, que a experiência religiosa pode acontecer”, nomeadamente a experiência cristã.

Após um tempo de perguntas-respostas sobre a temática apresentada, os educadores foram divididos por grupos e iniciou-se os ateliers. Tratou-se de uma atividade de despertar da fé com meninos de diversas faixas etárias, entre o berçário e o pré-escolar. A dinâmica pretendia a partir de uma realidade concreta estimular a criatividade dos participantes, a interajuda pela partilha de dificuldades e êxitos, e facultar ferramentas que permitam cada um desenvolver atividades de forma adaptada às suas próprias circunstâncias. O momento revelou-se muito rico, elucidativo e abriu espaço para um diálogo frutífero entre os profissionais. Ficou a porta aberta para este trabalho ter continuidade no próximo encontro.

A próxima formação será no dia 9 de março, no mesmo local e à mesma hora.




Texto apresentado

Avaliação online
Pedimos a todos aqueles que participaram da sessão formativa que avaliem online o evento em 2 minutos!
Muito obrigado! :)

Entrega dos Diplomas - Curso Geral de Catequistas de Almada

Quando em outubro de 2012 iniciámos este Curso, estávamos longe de imaginar o que iríamos descobrir. Foram muitos Módulos e abrangendo muitas vertentes. Tivemos Cristologia, Sacramentologia, Eclesiologia, Liturgia, Psicologia, Soteriologia, etc., com um estágio de um ano na paróquia de Corroios e com a elaboração de um dossier de estágio. Foi um curso trabalhoso, onde para além das aulas, tínhamos muitos trabalhos para apresentar, um ou mais por cada módulo, mas à medida que íamos concluindo os módulos e evoluindo no curso, percebíamos que os nossos conhecimentos e a nossa evolução como catequistas era evidente, tornou-nos melhores catequistas, mais conscientes da nossa missão e com mais capacidade para a desempenhar da melhor forma e, acima de tudo, conhecendo melhor a religião que professamos, o nosso amor e a entrega a Deus aumenta. 
O estágio na paróquia de Corroios, permitiu dentro do grupo de estágio e através da partilha da avaliação e do desempenho, melhorar a forma como interagimos com os catequizandos e a forma como transmitimos os conhecimentos. Agradecemos a esta paróquia por nos ter recebido. Todo este esforço foi coroado com o encerramento do Curso e com os nossos catequistas Pedro Mateus, Rita Sousa, Ana Sofia Marcos e Solange Fernandes a concluir o mesmo com a entrega dos seus dossiers de estágio, que em nada ficaram atrás de uma tese de licenciatura. Fomos uns privilegiados, pois podemos receber os nossos diplomas das mãos do nosso Bispo no Jubileu do Catequista em pleno Ano da Misericórdia. Que Graça que Deus nos proporcionou. Louvemos a Deus por isso. 
Na altura da entrega do diploma D. José olhou-me nos olhos e disse “Rui, obrigado pela tua missão!” fiquei estarrecido e só consegui dizer “eu é que agradeço as suas palavras” e é verdade, foi mesmo o que senti, eu tão pequeno perante o Bispo e é o Bispo que me agradece? Eu é que tenho de agradecer por me permitir fazer o que gosto e entregar-me de corpo e alma a Deus.
 

Rui Pedro Mateus
Paróquia da Cova da Piedade
IN: boletim paroquial da Cova da Piedade "Voz da Verdade" (31-01-2016)

"Um tempo de misericórdia" - Campanha de Quaresma

Neste ano de Jubileu Extraordinário vimos propor-vos uma caminhada de Quaresma para as catequeses paroquiais da Diocese de Setúbal. Quaresma – um tempo de misericórdia será o seu tema.
Baseada nas obras de misericórdia o percurso quaresmal foi pensado a partir das palavras do Papa Francisco na Bula Misericordiae Vultus - “O evangelista refere o ensinamento de Jesus, que diz: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36). É um programa de vida tão empenhativo como rico de alegria e paz.” Assim pretende esta caminhada de Quaresma ser um pequeno programa de vida para os 40 dias que nos separam da Páscoa.

Será composta pelos seguintes elementos:
1 – Uma sessão de catequese, para inicio de Quaresma, a ser aplicada após a 4ª feira de Cinzas.
2 – Um pequeno desdobrável semanal (5 semanas), focalizado nas diferentes obras de misericórdia, e que incluirá:
  • Uma referência bíblica ou um excerto da Bula do Papa Francisco ou um apontamento sobre a vida de Santa Faustina….
  • Uma ou duas imagens referentes às obras de misericórdia tratadas.
Documentos (o ficheiro do desdobrável de cada semana está disponível em formato Word, mas também em PDF, no caso do 1º ficar desconfigurado):

- Apresentação
- Catequese de início de Quaresma
- Desdobrável - 1ª semana: Word / PDF
- Desdobrável - 2ª semana: Word / PDF
- Desdobrável - 3ª semana: Word / PDF
- Desdobrável - 4ª semana: Word / PDF
- Desdobrável - 5ª semana: Word / PDF


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Jubileu dos Catequistas - Um testemunho



Fotografias de Bruno Moreira

Um grande obrigado a todos aqueles que permitiram que tivéssemos um dia tão agradável quanto este!

Vi cuidado, dedicação, criatividade, entrega. Vi partilha, generosidade, até mesmo emoção, mas sobretudo alegria!

Alegria estampada nos rostos de todos nós e que não enganou quem nos viu passar pelas ruas. Dizia um homem para o seu colega: “Olha, ainda bem que há gente feliz no nosso país!” Esta afirmação prova que “caras de enterro” não levávamos com certeza!

Guardo no meu coração vários momentos: os exemplos de vida de Santa Rafaela Maria, Teresa de Calcutá ou até mesmo da Irmã Kelly que aproveitou cada canção para fazer o anuncio deste amor, a fidelidade e perseverança das catequistas que fizeram 25 e 50 anos de missão nas paroquias. Isto tudo veio avivar a minha sede de querer testemunhar com a vida este amor de Deus tornado presente neste cuidado ao próximo.

Felizes todos nós que voltámos para casa com cara de ressuscitados!

Anabela Azul